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Viola caipira brasileira

 

A viola é um instrumento muito antigo, de origem portuguesa. A inspiração para sua criação veio de alguns instrumentos árabes, que foram adaptados com o passar do tempo, nascendo assim a “viola portuguesa”, um instrumento de 10 cordas.

Na colonização do Brasil em 1500, os portugueses chegaram a nossa terra e encontraram indígenas (alguns historiadores chamaram esse primeiro contato de encontro de culturas ou “desencontros’’). Por volta de 1553, Padre José de Anchieta utilizou a música, com a viola, (instrumento de intermediação com o mundo sagrado), além de teatro e outros artifícios artísticos, para pregar o cristianismo (catolicismo) para os indígenas que viviam aqui. Dentre as artes utilizadas por ele estavam o cururu e o cateretê, duas danças de origem tupi.

Segundo Jairo Severiano:

Já o cateretê é uma dança rural das regiões sudeste e centro-oeste, originária de uma antiquíssima dança indígena, que o padre José De Anchieta adaptou para as festas católicas “[...] usava para o índio dançar e cantar textos cristãos traduzidos para o tupi [...]” batendo os pés e mãos. (SEVERIANO, 2008 p. 236-237).

Já Rosa Nepomuceno diz, “catira” tem momentos bem definidos: no início, é moda de viola, narrando fatos e histórias de santos, entre cortados por ponteados de violas (os solos)...

 Com o passar do tempo, a viola sofreu várias modificações, tanto no seu formato, tamanho, quanto na afinação e sonoridade. Hoje em dia é comum vermos violas de 10 (dez) cordas, sendo cinco cordas duplas, mas antigamente eram compostas por até 12 (doze) cordas, sendo três cordas duplas e duas cordas triplas, mantendo assim a idéia de cinco ordens.

Existem cerca de 20 tipos de afinações para viola, alguns principais exemplos são: Paraguaçu, Boiadeira, Meia-guitarra, Natural, Cebolinha, Rio Acima, Rio Abaixo, Cebolão, Cana Verde e a Paulistinha.

A mais usada pelos caipiras é o Cebolão em Mi Maior, cebolão em Ré Maior, cebolão em Mi bemol maior e a afinação mineira, muito conhecida como Rio Abaixo.

Esse instrumento foi tomando conta de todo território brasileiro, encontrada também na cultura dos bandeirantes, que por onde os tropeiros passavam, tomavam pouso, tocavam viola improvisando versos. 

No Estado de Minas Gerais, na FOLIA DE REIS, que é comemorada dia 06 de janeiro, os violeiros têm papel de grande importância como folião de frente, responsáveis pelas cantorias, saudações, rezas e catiras. Neste dia toda a comunidade se envolve, o grupo anda muitos quilômetros até chegarem à última casa, onde morador lhes oferece comida e pouso. Depois da reza, fazem cantoria com moda de viola.

Atualmente há muitos violeiros por esse Brasil afora, desde os mais tradicionais aos concertistas, como: Ivan Vilela, João Ormond, Zé Carreiro, Tião Carreiro, Zé do Rancho, Bambico da viola, Zé Coco do Ria chão, Renato Andrade, Almir Sater, Heraldo do Monte, Helena Meireles, entre outros. Cada um desenvolveu sua maneira de tocar, trazendo consigo sua cultura.

A cultura da viola caipira na minha família foi sempre passada de pai para filho. Ela a viola caipira tem um papel importantíssimo na minha vida, pois além do bem estar que ela me causa, me faz também viver as tradições e costumes vividos na minha infância.

Assim nasceu para mim mais um filho: o CD instrumental “JACARANDÁ DO BRASIL”, para retratar os quatros cantos do nosso país, homenageando vários temas importantes da nossa cultura brasileira.

 
      

Fabio Porte - Cantor e Compositor

 

Contato / Shows: contatofabioporte@gmail.com   |  +55 (11) 9 7351.8503 (Vivo)

 

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